Declaração de Deichmann “Milícia da Prefeitura” gera atrito de ética e decoro na Câmara

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“A Câmara de Vereadores é milícia da Prefeitura”, frase dita em áudio pelo vereador Marcos Deichmann, Patriotas, ao fim de uma conversa com uma servidora do poder legislativo, no grupo interno oficial da casa legislativa no WhatsApp (entre vereadores e assessoria parlamentar) provocou um atrito que reverberou em debate público pelas redes sociais e na imprensa.

A causa que originou o descontentamento de Marcos é pela não inclusão do requerimento que pedia rapidez na distribuição da merenda escolar pela Secretaria de Educação, protocolado na sessão do dia 23 de abril (em conjunto com vereadores de oposição), que não entrou na pauta de votação.

No entanto, o embate eclodiu após sessão desta terça-feira, 28, com a aprovação em regime de urgência do projeto que altera alíquota do regime próprio de previdência dos servidores municipais. O bloco de oposição reclama que não houve tempo para discussão (em meio ao funcionamento virtual do legislativo por conta da pandemia da Covid-19) e pelo fato da matéria de origem executiva ter sido encaminhada dias antes do prazo final para publicação da lei, que se extinguiria nesta quinta-feira, 30 de abril.

No áudio, de 40 segundos, transcrito pela corregedoria, Deichmann reclama à Diretora do Departamento Jurídico do Legislativo, Fabiana Dalcastagné.

“Fabiana, não entendo, se o requerimento é para distribuição da merenda escolar, tem que esperar uma semana? Porque Isso? Isso aí tá parecendo milícia da Prefeitura, essa Câmara aí, sinceramente. Porque isso aí não é assunto de tão pouca importância que não tenha que ser colocado em pauta hoje né!? Então assim, só se faz o que se quer, e não o que se precisa, só que achar conveniente, esse que é o problema, é isso que está acontecendo e já não é de hoje, né ?!. Mas é só porque foi nosso. Se fosse de outros, ali do grupo, com certeza já teria sido protocolado. Mas tudo bem. É dessa forma que a coisa anda. A Câmara de Vereadores é milícia da Prefeitura”, diz a transcrição.

O vereador Cleiton Bittelbrunn, DEM, protocolou uma representação contra Deichmann, para formação de uma Comissão de Ética e Decoro Parlamentar (a ser sorteada) para analisar a postura do vereador frente às declarações.

Acompanhe o que diz a nota encaminhada pelo vereador corregedor.

Como vereador e corregedor da Câmara de Brusque, entendo que foram ofensivas as palavras ditas pelo vereador Marcos Deichmann(Patriotas), em um grupo de Whatsapp interno. Penso que não foi  somente os vereadores ofendidos, mas também os servidores que se dedicam muito para cumprir com suas obrigações. Posso até entender a frustração do vereador Deichmann por não ter um pedido seu atendido, porém, penso que ele não pode ofender o poder como um todo.  Fui muito cobrado por vários vereadores pra tomar alguma atitude em defesa do Poder Legislativo brusquenses. Em sendo corregedor da Câmara, entendi como grave as colocações do vereador ao chamar o Poder Legislativo, de “MILÍCIA”. A partir de então, será formada uma comissão para analisar o caso. É claro que o vereador terá todo o direito de defesa e até de explicar qual foi a intenção dele em usar tal palavra contra a casa e seus pares. A própria Comissão é que vai decidir se o vereador Marcos Deichmann (Patriotas), receberá ou não alguma sanção”, diz.

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