CREF-SC espera sensibilidade e reconhecimento do governo na retomada das academias

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Para o CREF – Conselho Regional de Educação Física o retorno das academias, centros esportivos, de personal trainers e de estúdios de atividade física se faz necessário de forma gradativa, para manter três pontos fundamentais de enfrentamento à pandemia.

A pratica de atividades físicas como promoção de saúde (muitos sob recomendações médicas) e a sustentabilidade dos negócios da ampla cadeia de serviços. O terceiro envolve a garantia dos profissionais da área, os professores e demais colaboradores, para não sofram com quadro de desempregos – que já atinge o setor.

O presidente do conselho, Irineu Wolney Furtado, explicou que há uma relação muito sensível entre o funcionamento das empresas e o exercício da profissão, que na grande maioria dos casos serve como única fonte de renda, para si próprio e da família.

“O conselho vem preocupação com a sustentabilidade dos negócios de toda área de serviço da educação física; entendemos a preocupação do governo do estado que também é a nossa, nós precisamos encontrar soluções para conviver com o vírus”, disse.  

“Na maioria das vezes são pequenos e médios negócios que conseguem ter uma sobrevida de 20 a 30 dias – mas, a preocupação começa a ser maior neste segundo momento, em relação ao novo decreto e o período pós-pandemia”, complementou.

De acordo com Irineu, são 27 mil profissionais e 3 estabelecimentos credenciados no conselho.

Sobre o projeto de lei aprovado na ALESC, que busca reconhecimento de serviço essencial, o presidente do Cref-SC, diz que espera uma tramitação rápida para permitir o retorno gradual.

“Esperamos sensibilização do governo e das autoridades sanitárias que observem os documentos internacionais (ONU, Unesco e a Carta Nacional da Edu. Física), que colocam a atividade física como imprescindível na manutenção na qualidade de vida das pessoas”, frisou.

Irineu destaca que a privação das atividades físicas pode trazer prejuízos na saúde dos praticantes, muitos deles sob recomendação, com os em níveis baixos de treinamentos.

“Sabemos que os exercícios contribuem sobre maneira na imunidade das pessoas, o organismo fica mais resistente a qualquer tipo de vírus ou doenças, entendemos que as pessoas mais ativas estarão mais fortes a qualquer morbidade e isso no nosso entendimento desafoga o sistema de saúde”, comentou.

Quanto a portaria que permite o atendimento personalizado, que é permitido por hora, tem gerado um ponto de incoerência que atinge o próprio setor.

“Profissionais estão podendo atender individualmente, mas, a grande maioria tem seus atendimentos nas academias e estes espaços estão fechados”, diz.

“Estúdios e uma sala de ginástica está permitido trabalhar individualmente, mas uma academia que tem 200, 300 metros quadrados não está permitida a utilização – que poderia ser utilizada com algumas restrições. Nesta direção que vem o apelo do conselho para as autoridades sanitárias para que aconteça essa flexibilização como tem ocorrido em outros segmentos”, frisou.

Independente do findar do decreto, mediante o projeto que pressiona o governo do estado, Irineu acredita que será um momento de mudança no sistema de funciona dos espaços voltados à pratica de atividades físicas.

“É um momento de aperfeiçoamento de busca na excelência nos serviços e inclusive a nossa norma ao estado é de que já sejam tomadas as medidas de precauções em relação ao possível contato com o vírus, com soluções para minimizar, desde a utilização de equipamentos dos profissionais, distanciamento dos aparelhos, preocupação com vestiários, atividades aquáticas e tudo para evitar ao máximo”, destacou.

A entrevista será repercutida no Jornal da Diplomata na próxima segunda-feira, 20.

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