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Vereadores repercutem problemas pós-temporal, entre cobranças e críticas

Os transtornos pós-temporal foram assuntos destaques da sessão da Câmara de Vereadores nesta terça-feira, 11. Vereadores de oposição colocaram em debate a falta de um sistema integrado de atendimento, para situações envolvendo construção de loteamentos e de construções em geral; a destinação de entulhos e móveis removidos por conta de alagamentos e outros serviços também precisam de um maior debate público, comentaram os vereadores.

Em razão das chuvas na última semana, frente aos atendimentos da Defesa Civil, muitos vereadores estiveram em locais afetados pela tormenta.

Conforme apontou o vereador Marcos Deichmann, há muitos problemas que são acarretados pela falta de infraestrutura urbana.

Problemas em loteamento foram assuntos na sessão da Câmara (Foto; Divulgação).
Problemas em loteamento foram assuntos na sessão da Câmara (Foto; Divulgação).

Deichmann citou o caso de um loteamento na rua Carlos Ristow, conhecida como “Boa Parada”, onde vários moradores tiveram transtornos por conta de uma obra de terraplanagem irregular.  

“Fomos a fundo verificar e existe um terreno que fizeram a terraplanagem (que na época deu problema com o Samae), está um rolo e ficou naquilo”, disse.

Problema de loteamento na rua Carlos Ristow foi debatido na Câmara (Foto: Divulgação).
Problema de loteamento na rua Carlos Ristow foi debatido na Câmara (Foto: Divulgação).

“Fizeram um termo de ajuste para fazer a drenagem só que foi desviada para cima das casas dos cidadãos que moram barranco abaixo”, complementou.

Conforme Deichmann, o referido terreno previa um loteamento para 80 residências, no entanto, após o termo de ajuste o lote ficou autorizado para construção de um campo de futebol, mas, que pelos cortes realizados no solo não oferece condições e tem provocado fortes quedas de água em dias de chuva.

Vereador Marcos Deichmann na tribuna da Câmara (Foto: Assessoria de Imprensa).
Vereador Marcos Deichmann na tribuna da Câmara (Foto: Assessoria/Câmara).

“Essa enxurrada a gente sabe que foi uma grande quantidade, mas a maioria dos casos hoje é por falta de estrutura, de planejamento, entidades públicas no ramo de construção que não trabalham de forma organizada”, criticou.

O vereador Jean Pirola, da base do governo, ocupou a tribuna e defendeu o trabalho prestado pela Defesa Civil municipal, mostrando limitações que que o órgão enfrenta. Um caso citado por Pirola foi a respeito da falta de uma caminhonete 4×4 e lamenta que um veículo da mesma categoria e devidamente equipada para o serviço, pertencente ao Governo do Estado, não pode ser usada pela Defesa Civil do município. Conforme apontou o vereador, por pura burocracia.

Vereador Jean Pirola na tribuna da Câmara (Foto: Assessoria de Imprensa).
Vereador Jean Pirola na tribuna da Câmara (Foto: Assessoria/Câmara).

“Na frente do prédio tinha uma caminhonete nova, mas não poderia ser usada por pertencer a regional – nós tentamos um contato com o Estado e não conseguimos liberação. Penso que se faz parte de uma microrregional poderiam estar lá para ajudar num momento desse. Ficou a Defesa Civil sozinha, mas a equipe fez m trabalho exemplar”, explicou.

Caminhonete da Defesa Civil da regional parada no pátio do órgão não poder ser usada pelo município sem a devida autorização (Foto: Divulgação).
Caminhonete da Defesa Civil da regional parada no pátio do órgão não poder ser usada pelo município sem a devida autorização (Foto: Divulgação).

Por fim, o impasse de um veículo traçado foi resolvido com a parceria da Fundema e da Secretaria de Trânsito que cederam em apoio à DF do município duas caminhonetes.

Pirola ainda criticou a dificuldade de contato com a CELESC e que não há linha direta com entre os órgãos.

“Liga-se no 0800 e não se atende e leva duas, três horas para resolver um problema crônico que coloca em risco a vida das pessoas, porque não se tem uma linha direta com a Defesa Civil – é vergonhoso para o governo do estado”, destacou.

No campo dos serviços integrados para liberação de obras, empreendimentos e serviços de terraplanagem, o vereador governista citou que é preciso avançar neste campo, para não prejudicar no desenvolvimento do município.

“Tem que de reunir todos os setores que fazem a liberação em um único espaço, para que o empreendedor não fique na burocracia, que atrapalha o desenvolvimento da cidade”, frisou.

Vereadores repercutiram problemas da chuva em Brusque, na sessão desta terça-feira, 11.
Vereadores repercutiram problemas da chuva em Brusque, na sessão desta terça-feira, 11 (Foto: Assessoria/Câmara).

Destinação – Alinhado aos problemas enfrentados pela chuva, moradores esbarram na dificuldade de destinar os entulhos e móveis que são descartados devido aos alagamentos.

Entrou em debate no plenário a necessidade dos chamados ecopontos. O vereador Leonardo Schmitz, que já fez um requerimento sobre o tema, buscou na capital o sistema de um serviço integrado para destinação, porém, não implantado pelo governo. O assunto ainda envolver a necessidade do município acompanhar o serviço ligado à Ammvi – Associação dos Municípios do Vale do Itajaí, para destinação de resíduos.

Vereador Leonardo Schmitz na tribuna da Câmara.
Vereador Leonardo Schmitz na tribuna da Câmara (Foto: Assessoria/Câmara/Arquivo)

“Jaz fiz esse requerimento sabendo a importância de ter instalado um ecoponto, um sistema simples; a nossa cidade realmente precisa e passamos para administração e hoje a gente se depara com os descartes irregulares e muitas vezes trancando tubulação”, comentou Leo.

Pauta e Ordem do Dia – A sessão da Câmara contou na sessão desta terça-feira, com a presença da AMA – Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Brusque. A presidente da associação, Guédria Mota, falou a reportagem do Jornal da Diplomata, sobre a necessidade de apoio da esfera pública no apoio aos atendimentos – entrevista será repercutida nas próximas edições.

Presidente da AMA, jornalista Guédria Motta, na tribuna da Câmara (Foto: Assessoria de Imprensa).
Presidente da AMA, jornalista Guédria Motta, na tribuna da Câmara (Foto: Assessoria de Imprensa).

Na Ordem do Dia, foi retirado de pauta o projeto em discussão e votação única, Projeto de Lei Complementar nº 21/2019, de origem executiva, que “fixou novos valores de vencimento base para o cargo público de Médico, e criou gratificação por assiduidade e permanência”.  A retirada para votação da matéria se deu após um requerimento feito pelo vereador Celso Emydio.

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