Rádio brusquense perde Almir Feller (Zinho)

Na Rádio Diplomata, Zinho era Produtor de Áudio e Técnico de Técnico de Transmissor

Outras notícias da semana

Santuário Santa Paulina prepara retorno das missas presenciais com protocolo de segurança

O Santuário Santa Paulina terá o retorno das missas presenciais a partir do dia 24 de outubro. As Irmãzinhas, Padres e Colaboradores...

Idosa de 81 anos é a 57ª vítima fatal da Covid-19 em Brusque

Foi registrada neste sábado (26), em Brusque, o 57° caso de morte por coronavírus em Brusque. Trata-se de uma idosa de 81...

Confira o boletim epidemiológico desta quinta-feira, 24 de setembro

A Vigilância em Saúde de Brusque registrou 15 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas. Segundo o último boletim epidemiológico divulgado...

Três candidaturas são registradas para disputa eleitoral em Guabiruba

Três candidaturas foram registradas para disputa às eleições no município de Guabiruba. Todas se encontram em situação de “Aguardando Julgamento”, que caberá...
Na Rádio Diplomata, Zinho era Produtor de Áudio e Técnico de Manutenção do transmissor da emissora. (Foto: Arquivo pessoal)

Brusque perdeu na madrugada deste domingo um de seus nomes mais influentes e respeitados no meio técnico da radiodifusão. Almir Sebastião Feller, ou carinhosamente Zinho, nos deixou aos 64 anos por volta das 6h30 da manhã. Zinho estava internado no Hospital Azambuja onde lutava contra um tumor no cérebro, descoberto pela família no dia 3 de dezembro recente.

Legado impecável

Almir Sebastião Feller, o Zinho, foi um dos primeiros funcionários da Rádio Diplomata. Experiente técnico no setor de radiodifusão, já havia trabalhado em outras emissoras de rádio, como a Rádio Araguaia, Rádio Guararema e a Rádio Cidade, que à época (fim da década de 80) tinha entre seus sócios Marise Westphal Hartke, Rolf e Lieselotte Kaestner (sócios da Rádio Diplomata). Foi natural que ele fosse trabalhar também para a Rádio Diplomata.

Zinho ajudou, desde o início, com a instalação dos equipamentos da Diplomata: montagem do estúdio, mesa de som, toca-discos, cartucheiras, transmissor, entre tantas coisas.

Em depoimento para o escritor Celso Deucher, para o livro da história da Rádio Diplomata, ele comenta um pouco sobre sua história, em especial do fim da década de 70 ao começo da década de 90:

“Eu passei pelas várias fases desta evolução dos equipamentos e em cada uma delas a gente sentia que vinham para melhorar a qualidade do rádio. Quando eu comecei nesta área ainda gravávamos áudios nos velhos discos de acetato 78 rotações. Tinha até uma agulha especial para o toca-discos poder tocar este tipo de gravação. No acetato se registrava mais os comerciais. Depois veio a fase dos discos de vinil, usado mais especificamente para as músicas. De certa forma popularizou a música a ponto de até hoje os artistas dizerem que vão “gravar um disco”. Logo em seguida veio a fase da fita cassete, que facilitou muito para a música em si, em especial para nós do rádio. Essa novidade foi uma das propulsoras para a verdadeira popularização da música. Qualquer um conseguia gravar uma fita cassete. Aí você via os cantores, as bandas gravando suas composições e trazendo para as rádios na esperança de ver a sua música ser tocada. Isso antes era quase impossível, pois gravar um disco era caríssimo”.

Atualmente, Zinho era o produtor de áudio da emissora, responsável por produzir os comerciais, e técnico de manutenção, dos transmissores e outros equipamentos necessários para o funcionamento da rádio.

Feller ingressou na Rádio Diplomata em julho de 1990 onde trabalhou até seus últimos dias antes da internação. Foram 29 anos de prestação de serviço à emissora.

Homenagem feita pelos amigos do Jornal Cogumelo Atômico e da vida. (Foto: Divulgação / Especial)

Impulsionador da arte

Almir Feller também fez parte do trio de fundadores do Jornal Alternativo brusquense Cogumelo Atômico, que em 2017 comemorou os 40 anos do jornal após a última edição a ser distribuída. Zinho era membro do trio de fundadores do jornal alternativo brusquense, ao lado de Aloísio Buss e Celso Luiz Teixeira, mas contava com apoio de várias pessoas que ajudaram a tornar as distribuições possíveis para todas as partes do mundo através dos Correios. A festa dos anos 70 e 80, a Good Times, também teve importante atuação de Zinho ao longo de sua história, desde a criação, ao lado do amigo Carlos Teixeira (Loka).

Velório e Sepultamento

O Velório ocorre na Capela Mortuária Parque da Saudade. Sepultamento será às 9h de segunda-feira (30), no cemitério municipal Parque da Saudade. Zinho era casado, deixa dois filhos e uma neta.

Últimas postagens

Condutores são socorridos após colisão entre carro e caminhão, na Beira Rio

Um acidente entre carro e caminhão foi registrado na manhã desta segunda-feira (28), por volta das 10h, na margem direita da Avenida Beira Rio,...

Histórias da construção civil: Aos 72 anos, trabalhador atua há mais de meio século no setor

Aos 72 anos de idade, o pedreiro Raul Coelho da Silva está na ativa e a todo vapor. E não pensa em...

Tiro de Guerra realiza Tiro de Instrução Básico (TIB) em Brusque

O Tiro de Guerra de Brusque realizou nos dias 24 e 25 de setembro o Tiro de Instrução Básico (TIB) com os...

Vice-presidente da FIESC, empresário Ingo Fischer, recebe visita do Instituto Euvaldo Lodi

O empresário e vice-presidente regional da FIESC no Vale do Itajaí Mirim, Ingo Fischer recebeu, na última semana, na sede da empresa...

Conversando com Você de 28 de setembro de 2020

Conversando com Você de 28 de setembro de 2020. Ouça! Conversando com Você de 28 de setembro de...
Publicidade
WhatsApp chat