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Vereadores mantém tom de críticas ao governo por impasses na saúde

O impasse que ronda as relações entre o Hospital Azambuja e a Prefeitura de Brusque repercutiu novamente na sessão da Câmara de Vereadores. Na sessão desta terça-feira, 11, os vereadores Marcos Deichmann, Paulinho Sestrem e Jean Pirola criticaram a negativa dada pelo governo municipal de não participar de uma reunião com a Câmara de Vereadores. Por sua vez, o hospital se mostrou disponível para um encontro.

Na sessão passada um requerimento de autoria conjunta entre os vereadores Marcos Deichmann e Jean Pirola, encaminhado ao governo, reivindicou uma reunião com a participação da direção do hospital que pudesse contar com a presença da Câmara – nos próximos 15 dias.

A resposta vinda do poder executivo, de que não haveria tempo hábil em função da falta de dados para uma eventual reunião nos próximos dias, surtiu negativamente no plenário.   

Marcos Deichmann
Vereador Marcos Deichmann na Tribuna da Câmara. (Foto: Divulgação / Assessoria Câmara Brusque)

 “Isso nos preocupa como é que vai gerir sem documentos e sem dados, a gente gostaria que essa reunião fosse realizada o quanto antes”, frisou Deichmann.

O coro das críticas foi reforçado pelo vereador Paulo Sestrem.

Paulinho Sestrem
Vereador Paulinho Sestrem na Tribuna da Câmara. (Foto: Divulgação / Assessoria Câmara Brusque)

“Fiquei muito decepcionado com o retorno da Secretaria de Saúde ao requerimento; todo ano é a mesma situação e esses documentos teriam que estar em mãos”, disparou Sestrem.

O vereador sugeriu a criação de uma nova comissão legislativa da saúde e se disse temeroso ao posicionamento momentâneo pela não renovação do convênio médico entre prefeitura e entidades sindicais.

“Nossos sindicatos são bem estruturados (diferentes de outras regiões) e auxiliam muito – o próprio prefeito trabalhou no sindicato e sabe da importância – imagina esses trabalhadores indo para unidade básica de saúde, a gente vê que falta um pouquinho de bom senso”, concluiu.

Para o vereador Jean Pirola, ligado a base governista, a posição do governo precisa ser revista.

Vereador Jean Pirola na Tribuna da Câmara. (Foto: Divulgação / Assessoria Câmara Brusque)

“Quem fica no meio desse fogo cruzado é a comunidade e a gente vem recebendo reclamações diariamente”, analisou.

Ainda na área da saúde, foi aprovado uma moção de apelo, de autoria do vereador Ivan Martins, que solicita que o Imigrantes Hospital e Maternidade se credencie para atendimento via SUS.

“Entendo que o hospital tem que reservar uma parcela para atender à população pelo SUS”, disse Ivan. A moção foi comentada pelo vereador Celso Emydio, que enalteceu o apelo, no entanto, esclareceu que os tramites técnicos são permeados de burocracia (atendendo regras do sistema SUS), dado sua experiência como ex-secretário da saúde. A única saída, de maneira mais imediata, seria a contratação de serviços, porém, dependeria de posição financeira da prefeitura.

“Há possibilidade, mas não sei se o orçamento comporta”, finalizou Celso.

Plenário da Câmara em sessão nesta terça-feira, 11 de junho. Foto: Divulgação / Assessoria Câmara Brusque)

Na Ordem do Dia, os vereadores aprovaram o projeto que Autoriza o Poder Executivo a receber de Anderson Willrich e Sandra Regina Pereira Willrich, em doação, o terreno que possibilitará à prefeitura a criação de um novo acesso à Avenida Beira Rio, no bairro Limoeiro – no trecho da rua Itajaí, proximidades do complexo do SESI.

Foi aprovado em primeira discussão e votação, Projeto de Lei nº 14/2019, de origem executiva, que “Dispõe sobre a realização de Pedágio Beneficente no perímetro urbano do município de Brusque e dá outras providências” (disciplina e regulamenta a realização de pedágios).

Foi aprovado o veto global ao Projeto de Lei nº 62/2018, que “Dispõe sobre a fixação do número telefônico da Guarda de Trânsito de Brusque nas vagas de estacionamento destinadas a idosos e pessoas com deficiência” (o projeto deverá voltar à câmara no próximo ano, com autoria do poder executivo).

Em segunda discussão e votação, Projeto de Lei nº 78/2018, de origem legislativa, que “Altera a redação da ementa, do art. 1º e do art. 3º da lei nº 2.628, de 27 de junho de 2002, que torna obrigatória a execução dos hinos, com hasteamento da bandeira nas escolas municipais”;

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